Treinador acredita que Luis Fabiano e a manutenção de Lucas no time podem levar o clube paulista ao hepta
Até agora, sob o comando de Adilson Batista, o São Paulo somou 43,7% dos pontos que disputou no Campeonato Brasileiro, com seis vitórias, nove empates e quatro derrotas. Baseado na campanha do título em 2008, usada como exemplo para o clube ser campeão novamente, será necessário quase o dobro de eficiência (85,18%), com sete vitórias e dois empates até o final do torneio. E o técnico tem na ponta da língua as razões para sonhar.
"A volta do Luis Fabiano, ter o Lucas por um pouquinho mais de tempo aqui, a manutenção e repetição [da escalação], nossas decisões, alertas, cobranças... Além de camisa, torcida. Tudo isso", apontou o comandante, tentando demonstrar otimismo mesmo diante de uma incômoda série de cinco partidas sem vitória que deixa o time em quarto lugar, a três pontos dos líderes.
De sua parte, o treinador tem levado ainda mais tempo ao analisar os vídeos dos jogos com o elenco, reforçando também a necessidade de se recuperar os pontos perdidos em três empates que ainda o revoltam: contra Atlético-GO e Atlético-PR, no Morumbi, e América-MG, em Minas Gerais.
Apesar disso, o treinador ainda consegue se animar com a possibilidade de agora poder contar com Lucas até o início de novembro - quando o jogador deve novamente ser convocado para a seleção brasileira - e torce pelo fim do grande número de lesões do elenco do clube paulista.
Soma-se ainda aos fatores de otimismo para o técnico a presença de Luis Fabiano. O centroavante prometeu marcar seu primeiro gol nesta passagem pela equipe até a sua quarta partida, que ocorrerá neste domingo, contra o Atlético-GO, em Goiânia. Oportunidade para ele provar que vale os mais de R$ 17 milhões gastos pela diretoria para contratá-lo em março.
"É só o quarto jogo do Luis Fabiano. O time não tem que se adaptar a ele. E não vejo dificuldades em função dele. Ele já deu duas ou três assistências contra o Cruzeiro e outras duas ou três contra o Inter. Está tranquilo", argumentou Adilson Batista, valorizando os outros homens do setor ofensivo para se imaginar campeão brasileiro em 2011.
"Sem um atacante de referência na área, estávamos pertinho de ser o melhor ataque. Temos jogadores que finalizam, dão assistências e são válvulas de escape como o Dagoberto e o Lucas, ambos inteligentes e ótimos tecnicamente", enalteceu o comandante do quarto ataque mais efetivo do Brasileiro, ao lado do Vasco, com 45 gols em 29 rodadas.

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