Quatro cariocas, dois paulistas: este parece ser o saldo atual de
candidatos ao título brasileiro de 2011. Digo parece porque, na presente
edição da competição, nada parece ser exatamente o que parece. Mais
duas rodadas cheias de surpresas, como de hábito, e Internacional e
Palmeiras podem até reaparecer na lista dos que sonham com a conquista.
Isso não é impossível, embora não seja provável. Feita essa ressalva,
volto aos seis clubes que deverão brigar insanamente pela taça nas
últimas rodadas: os paulistas Corinthians e São Paulo; e os quatro
grandes do Rio, Vasco, Botafogo, Flamengo e Fluminense. Jamais houve um
campeonato tão disputado como este na era dos pontos corridos, da mesma
forma que jamais testemunhamos um autêntico torneio Rio – São Paulo para
decidir quem será o campeão.
Devo dizer que eu ficaria mais satisfeito, como apreciador de futebol, se o equilíbrio da disputa se devesse ao alto nível de jogo exibido pelos seis candidatos. Infelizmente, não é o caso. Nem é que os favoritos estejam jogando um futebol feio. Não seria justo falar isso. O problema é que os líderes estão atuando com enorme irregularidade. Para cada grande partida, para cada vitória heróica, logo surge um tropeço inexplicável e doloroso. Essa autêntica esquizofrenia dos seis primeiros colocados garante a emoção, mas acaba com os nervos dos torcedores, que não sabem o que esperar de seus times rodada após rodada. E já que mencionei os nervos das torcidas, aproveito para repudiar a atitude dos pretensos torcedores do Palmeiras que agrediram covardemente o atleta João Vitor. Nada justifica esse tipo de violência – e eu achei a reação das autoridades diante do grave caso muito amena.
Já escrevi várias vezes aqui: ainda veremos um jogador de futebol ser assassinado por esses grupos de talibãs das arquibancadas. Só então, talvez, os dirigentes do futebol despertem para a monstruosidade que estão deixando ganhar força sob as próprias barbas. Esse filme da violência das torcidas organizadas já foi visto e revisto em países como a Inglaterra (onde foi solucionado) e a Argentina (onde as coisas só se agravam). Lamentavelmente, apesar de todos sabermos até que terrível ponto chegará essa história de torcidas organizadas bancadas por cartolas e jogadores dos clubes, nós continuamos levando as coisas em banho-maria, pagando para ver, torcendo – apenas torcendo – para que nada de mais grave ocorra. Precisamos de menos torcida e mais ação. A Inglaterra tem a receita completa para acabar com essa estupidez, embora, garanto, ela não passa pelo temor às organizadas. Muito pelo contrário: será preciso enfrentá-las com medidas impopulares. Trata-se de uma luta dura, mas que, se bem conduzida, poderá devolver a família brasileira aos estádios de futebol.
Dito isso, volto aos assuntos de dentro de campo. Embora não seja possível apontar um favorito ao título nacional, é possível projetar que o primeiro dos seis times a romper com a maldição da irregularidade será o campeão. Se um desses seis times engatar quatro vitórias seguidas nas nove rodadas quem faltam – dez, no caso do Botafogo –, colocará a mão na taça. Não podemos nos esquecer de que haverá muitos confrontos diretos entre os líderes, o que reforça ainda mais a importância de qualquer sopro de consistência na reta final.
Cada time tem sua própria receita para o título. A do Corinthians é reeditar a extraordinária sequência das primeiras rodadas. O Vasco precisa aprender a não perder pontos para os times do fundo da tabela. O Botafogo, antes de mais nada, deve vencer o jogo atrasado contra o Santos – além de acreditar mais no próprio potencial. O São Paulo tem que mostrar que também pode vencer os grandes confrontos. O Flamengo precisa voltar a jogar bem, pois tem vencido sem convencer. Já o Fluminense deverá provar ser capaz de voltar a vencer clássicos estaduais, pois decidirá sua vida contra Vasco e Botafogo, nas duas últimas rodadas. Quatro pontos separando seis clubes. É pouco. É muito pouco. É quase nada.
Devo dizer que eu ficaria mais satisfeito, como apreciador de futebol, se o equilíbrio da disputa se devesse ao alto nível de jogo exibido pelos seis candidatos. Infelizmente, não é o caso. Nem é que os favoritos estejam jogando um futebol feio. Não seria justo falar isso. O problema é que os líderes estão atuando com enorme irregularidade. Para cada grande partida, para cada vitória heróica, logo surge um tropeço inexplicável e doloroso. Essa autêntica esquizofrenia dos seis primeiros colocados garante a emoção, mas acaba com os nervos dos torcedores, que não sabem o que esperar de seus times rodada após rodada. E já que mencionei os nervos das torcidas, aproveito para repudiar a atitude dos pretensos torcedores do Palmeiras que agrediram covardemente o atleta João Vitor. Nada justifica esse tipo de violência – e eu achei a reação das autoridades diante do grave caso muito amena.
Já escrevi várias vezes aqui: ainda veremos um jogador de futebol ser assassinado por esses grupos de talibãs das arquibancadas. Só então, talvez, os dirigentes do futebol despertem para a monstruosidade que estão deixando ganhar força sob as próprias barbas. Esse filme da violência das torcidas organizadas já foi visto e revisto em países como a Inglaterra (onde foi solucionado) e a Argentina (onde as coisas só se agravam). Lamentavelmente, apesar de todos sabermos até que terrível ponto chegará essa história de torcidas organizadas bancadas por cartolas e jogadores dos clubes, nós continuamos levando as coisas em banho-maria, pagando para ver, torcendo – apenas torcendo – para que nada de mais grave ocorra. Precisamos de menos torcida e mais ação. A Inglaterra tem a receita completa para acabar com essa estupidez, embora, garanto, ela não passa pelo temor às organizadas. Muito pelo contrário: será preciso enfrentá-las com medidas impopulares. Trata-se de uma luta dura, mas que, se bem conduzida, poderá devolver a família brasileira aos estádios de futebol.
Dito isso, volto aos assuntos de dentro de campo. Embora não seja possível apontar um favorito ao título nacional, é possível projetar que o primeiro dos seis times a romper com a maldição da irregularidade será o campeão. Se um desses seis times engatar quatro vitórias seguidas nas nove rodadas quem faltam – dez, no caso do Botafogo –, colocará a mão na taça. Não podemos nos esquecer de que haverá muitos confrontos diretos entre os líderes, o que reforça ainda mais a importância de qualquer sopro de consistência na reta final.
Cada time tem sua própria receita para o título. A do Corinthians é reeditar a extraordinária sequência das primeiras rodadas. O Vasco precisa aprender a não perder pontos para os times do fundo da tabela. O Botafogo, antes de mais nada, deve vencer o jogo atrasado contra o Santos – além de acreditar mais no próprio potencial. O São Paulo tem que mostrar que também pode vencer os grandes confrontos. O Flamengo precisa voltar a jogar bem, pois tem vencido sem convencer. Já o Fluminense deverá provar ser capaz de voltar a vencer clássicos estaduais, pois decidirá sua vida contra Vasco e Botafogo, nas duas últimas rodadas. Quatro pontos separando seis clubes. É pouco. É muito pouco. É quase nada.

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