Presidente do São Paulo desabafa contra os salários exorbitantes dos jogadores e do relacionamento entre os dirigentes brasileiros
Ele manteve o discurso de que, no momento, o que o Tricolor precisa são novos jogadores, em vez de uma nova mudança no comando técnico. Neste ano, o time teve três treinadores: Paulo César Carpegiani, Adilson Batista e Emerson Leão, que renovou para 2012.
- Está na hora de mudar os jogadores. Eles ganham muito, recebem um salário absolutamente desproporcional à economia do país. Ou não é verdade? Quanto ganha um médico ou um cientista? São endeusados, tem as moçoilas, e aí você paga o salário, alimentação balanceada, médico da melhor qualidade, a bola, o gramado, eles vão a campo e a bola não entra. Eu não posso fazer gol, mas gostaria… Aí falam que o Juvenal está ultrapassado, cansado... Eu não desaprendi. Conheço isso, essas coisas (críticas) não me impressionam - rebateu o dirigente.
Está na hora de mudar os jogadores. Eles ganham muito, recebem um salário absolutamente desproporcional à economia do país"
Juvenal Juvêncio
- Esse negócio de vazar é uma barbaridade, eleva o preço. A fraternidade do dirigente de futebol é a de que um quer matar o outro, por isso que não dá certo G-4, Clube dos 13… Você faz a proposta por um jogador, vira público, vai outro, liga e diz que oferece mais. Mas como você pode oferecer mais se você nem queria antes? É assim que funciona.
- Não é verdade que desaprendi a comandar um time de futebol. Estou sabendo cada vez mais desse negócio, sei como tudo caminha, conheço os desvãos da coisa. Sou capaz de entrar em campo e saber em 15 minutos se o juiz vai me roubar. E não é dando pênalti, é de outra maneira. Isso é uma selva, e se você não entrar, o leão come você - finalizou, com tom de voz alto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário