Suélio Lacerda, volante campeão do mundo com o São Paulo em 1992, carrega os ensinamentos de Telê Santana
- A maioria dos bons jogadores da Era Telê é bem-sucedida. As exceções são aqueles burros que não escutaram as lições e os ensinamentos daquele homem. Ele me ensinou muito, e é por ter convivido com ele naquele momento que eu usufruo hoje de uma carreira consolidada como técnico – declarou Suélio Lacerda.
Até hoje torcedor do São Paulo, devido ao carinho que guarda de sua época de atleta, o ex-volante diz que o clube é “diferenciado”, porque só oferece coisas boas aos seus jogadores.
- Ainda hoje sofro quando vejo o São Paulo perder. Virou meu time do coração. Tenho um carinho sincero e muito grande pelo Tricolor – declara, se dizendo um privilegiado por ter saído de José Pinheiro (bairro pobre de Campina Grande, de onde também saiu Marcelinho Paraíba) direto para o Morumbi, sede do time paulistano.
Ainda hoje sofro quando vejo o São Paulo perder. Virou meu time do coração"
Suélio Lacerda
- Aquela era a base da Seleção Brasileira que viria a ser campeã do mundo em 1994. Foi um prazer jogar ao lado de nomes como Raí, Cafu e Zetti. No "time", tinha ainda Moraci Sant'Ana, preparador físico que também esteve na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Sem contar Rogério Ceni, ainda em início de carreira e que não era nem sombra do ídolo são-paulino que se transformaria – relembra o ex-jogador, que do São Paulo foi transferido para o Botafogo, pelo qual conquistou a Conmebol de 1993.
- Sou um treinador adepto do futebol bem jogado, do toque de bola e da movimentação em velocidade. Nos treinamentos, insisto com meus jogadores para que eles priorizem o toque de primeira e o futebol jogado na bola. Disciplina é fundamental para mim – destaca.
No início do campeonato, no entanto, as coisas não foram tão fáceis. Suélio era técnico do Botafogo-PB nas primeiras nove rodadas, mas acabou deixando o clube após derrota para o lanterna Flamengo-PB. O clube de João Pessoa contratou Neto Maradona, então técnico do Sousa, que, para se vingar, contratou Suélio como substituto.
Ao longo da carreira, iniciada em 2003, Suélio Lacerda já passou pelos três principais times do Estado: Botafogo-PB, Treze e Campinense. Trabalhou também no Baraúnas, do Rio Grande do Norte, e no ASA de Arapiraca (AL). Mas ainda não tem nenhum título expressivo. Montou o time do Bota que seria campeão paraibano de 2003, mas saiu antes da final, e o troféu caiu nas mãos de seu então auxiliar, Washington Lobo. E no Campinense, ainda em 2003, levou o clube ao quadrangular final da Série C.
Na Paraíba, trabalhou também no Nacional de Patos, mas é com o Sousa que pode ser campeão. Para isto, precisa tirar a vantagem do Campinense, que nas duas finais (nesta quarta e no domingo) joga por resultados iguais e decide o segundo jogo em casa. A primeira partida acontece na terra do Dinossauro, e o segundo jogo acontece em Campina Grande, no Estádio Amigão.
- Temos um bom time. E podemos ser campeões – finaliza o discípulo de Telê Santana.

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